LGPD na prática: o que é ROPA e como estruturar seu mapa de dados
- DPONOTE One

- 3 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

A proteção de dados deixou de ser um diferencial e passou a ser obrigação legal no Brasil. Cada vez mais, empresas precisam mostrar transparência sobre como tratam informações pessoais, desde o momento em que são coletadas até o seu descarte.
Para organizar esse processo e demonstrar conformidade de forma clara, surge um recurso fundamental: o ROPA – Registro das Operações de Tratamento de Dados Pessoais.
Manter um ROPA estruturado significa ter uma visão detalhada e contínua de tudo que acontece com os dados dentro da organização. Não é apenas um documento burocrático: é a base do planejamento, da auditoria e da governança na LGPD.
O que é o ROPA na prática
ROPA significa Record of Processing Activities (Registro das Atividades de Processamento).
Na LGPD, ele é o documento que identifica:
quais dados são coletados;
quem coleta;
para qual finalidade;
qual é a base legal;
onde os dados são armazenados;
com quem os dados são compartilhados;
por quanto tempo são mantidos;
como são descartados.
Ele funciona como o “tratamento dos tratamentos”: organiza tudo que acontece com dados pessoais dentro da organização de forma clara e auditável.
Sem um ROPA estruturado, qualquer adequação à LGPD vira um processo confuso, difícil de manter e quase impossível de demonstrar quando solicitado pela ANPD ou por titulares.
Por que o ROPA é obrigatório
A LGPD estabelece obrigações formais para controladores e operadores de dados.
Entre elas:
Todo tratamento deve ter base legal;
A organização deve ser capaz de demonstrar conformidade;
A empresa deve manter registros de operações de tratamento.
Em auditorias, fiscalizações ou notificações, o primeiro documento que uma empresa precisa apresentar é o ROPA. Ele é a prova material de que existe organização, intenção e conformidade na proteção de dados.
Quais informações não podem faltar no ROPA
Um bom ROPA deve, no mínimo, conter:
Departamento responsável pelo tratamento;
Nome do tratamento (ex.: cadastro de clientes, folha de pagamento);
Categorias de titulares;
Tipos de dados pessoais (nome, e-mail, CPF, endereço, dados sensíveis etc.);
Finalidade do tratamento;
Base legal aplicada;
Ativos de informação (sistemas,documentos,pessoas,equipamentos).
Tempo de retenção;
Medidas de segurança adotadas;
Situação do tratamento (em análise, em adequação e adequado);
Observações relevantes.
Esses itens são o mínimo recomendável para montar um mapa completo do fluxo de dados pessoais dentro da empresa.
Como estruturar um ROPA simples e eficiente
Muitas empresas começam usando planilhas para organizar o ROPA. Isso funciona no início, mas traz problemas comuns, como:
dificuldade de atualização;
risco de versões conflitantes;
falta de padronização;
perda de dados com alterações manuais;
dificuldade para gerar relatórios ágeis.
Uma alternativa mais eficiente é utilizar uma ferramenta simples, que permita atualizar o registro de forma contínua, centralizar informações e facilitar a visualização dos tratamentos.
O mais importante é que seu ROPA seja:
claro
acessível
atualizado
padronizado
O ROPA é a base de qualquer auditoria de proteção de dados, seja interna ou externa. Com ele, é possível:
identificar riscos;;
criar planos de ação;
priorizar tratamentos críticos;
corrigir inconsistências;
demonstrar maturidade e governança.
Além disso, o ROPA permite integrar outras etapas da conformidade, como:
gestão de incidentes,
análise de bases legais,
verificação de contratos com terceiros,
controle de prazo de retenção,
políticas de descarte e anonimização.
Integração com outras áreas da LGPD
O ROPA se conecta diretamente com princípios e direitos dos titulares, como:
finalidade;
necessidade;
transparência;
livre acesso;
qualidade dos dados;
segurança.
Além disso, ele dialoga com a governança corporativa, ajudando nas atividades de:
RH,
Jurídico,
Comercial,
TI,
Supply,
Marketing,
Financeiro,
Atendimento ao cliente.
Ou seja: o ROPA é um documento transversal. Ele percorre toda a empresa.
Manter o ROPA vivo é mais importante do que criá-lo
Criar o primeiro ROPA é o passo inicial — mas mantê-lo atualizado é o que garante conformidade real.
Toda vez que houver:
novo sistema,
novo prestador de serviço,
novo contrato,
nova campanha de marketing,
novo fluxo de atendimento,
… o ROPA deve ser revisado.
LGPD não é “projeto”.É rotina.
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